Bio

Alexandre Pontara é diretor teatral, ator, roteirista, escritor, dramaturgo, poeta e produtor.

Em 2018, lançou o manifesto transmídia Poética em Transe. Foi um dos produtores da 1ª edição do Festival Audiovisual FICA.VC, em 2017 no Rio de Janeiro. Entre 2008 e 2011, foi crítico teatral do Guia da Semana.

Como diretor teatral, o foco de sua pesquisa está no trabalho investigativo sobre a interferência da linguagem audiovisual no espaço cênico.

A Cidade das Mariposas, encenada em 2011, e publicada em 2015, pela Giostri Editora,  marca sua estreia como dramaturgo e diretor teatral. Em 2013, adaptou e dirigiu Fausto Zero de Goethe e assinou a Direção Artística da Ocupação Primus Arte Movimento do Teatro Glauce Rocha no Rio de Janeiro.

É autor dos textos inéditos Doze Horas para o Fim do Mundo, Paraíso Profano, O Processo Blake,  Entre Irmãos, As Últimas Horas, Man Machine 2.0 e Relatos em Transe, das antologias poéticas digitais, publicadas em 2015,  “Poemas Mundanos”, “Poesia Urbana” e “Sombras” e dos roteiros “Até o Fim da Noite” e “Doze horas para o Fim do Mundo”.

Alexandre Pontara
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é ator, diretor, escritor, poeta, roteirista, dramaturgo e produtor cultural.

A inquietação da alma por meio da escrita

"A gente é e nem sabe o porquê, simplesmente, vai sendo. Aprendi com a leitura e a escrita a deixar um pouco de mim em tudo. Sempre achei que as pessoas eram feitas de parte das coisas, de ideias incompletas em processo de construção. Sempre me achei um pouco de tudo e um outro tanto de nada. Com o tempo fui sendo poesia, sendo escrita, sendo dramaturgia e sendo mais um outro tanto de coisas. Minha escrita traz um tanto de mim e um outro tanto de outros que eu desejaria ser. Acho que eu fui sendo assim. Minhas primeiras lembranças de ser artista são ainda de muito pequeno. Fui José no Auto de Natal do pré-primário e dei beijo de novela na minha primeira namoradinha. Na terceira série, ganhei primeiro lugar com um desenho sobre a Independência do Brasil. Escrevi minha primeira peça de teatro na quinta série, uma peça chamada Com Censura e tratava-se de um debate político. Lógico que um debate na visão de um garoto de 11 anos. Sempre tive paixão por livros e pelo cinema e acho que um tanto do que eu sou hoje é graças a essas pequenas experiências da infância. Foi nela que aprendi a ir sendo... sendo gente, sendo menino, sendo amigo, sendo filho, sendo irmão. E eu fui sendo feito assim... com palavras, com imagens, com vontades, com incertezas. O certo é que eu cheguei nessa vida para fazer alguma coisa, então eu fui escrevendo, porque quando a gente escreve, um tanto da gente vai e um outro tanto da gente fica."

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