2020 |
ENTRE WITHIN
QUATRO PAREDES | FOUR WALLS
Uma Construção Visual a partir do Isolamento Social
ENTRE QUATRO PAREDES nasceu em 2020, durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, como uma investigação artística sobre o confinamento, a memória e a experiência do isolamento coletivo.
Artistas de diferentes origens foram convidados a registrar, por meio da fotografia, os espaços, os gestos e os instantes que passaram a compor seu cotidiano. Mais do que documentar um momento histórico, essas imagens tornaram-se o impulso inicial para um processo de criação que ultrapassa o registro documental.
Cada fotografia funciona como um impulso para a criação. O registro original não é reinterpretado, mas incorporado a um processo em que diferentes linguagens passam a coexistir. Fotografia, pintura digital, códigos binários, tipografia, fragmentações e referências da cultura visual contemporânea deixam de atuar separadamente para constituir uma nova obra. O resultado não é uma nova versão da fotografia, mas uma criação inédita que preserva apenas o vestígio de sua origem.
Cada obra afirma sua própria autonomia. A fotografia permanece como memória do processo, enquanto a imagem construída passa a existir como um novo objeto visual, independente do registro que lhe deu origem.
Ao longo da série, elementos recorrentes atravessam diferentes composições, estabelecendo conexões entre as obras e ampliando sua unidade visual. O conjunto transforma experiências individuais em uma investigação sobre a capacidade da imagem de deslocar-se continuamente entre diferentes linguagens, fazendo do impulso inicial apenas o primeiro movimento de uma criação que passa a existir por si mesma.
A Visual Construction from Social Isolation
WITHIN FOUR WALLS was created in 2020, during the first months of the Covid-19 pandemic, as an artistic investigation into confinement, memory, and the experience of collective isolation.
Artists from different backgrounds were invited to document, through photography, the spaces, gestures, and moments that came to define their daily lives. Rather than simply recording a historical moment, these images became the initial impulse for a creative process that extends beyond documentary representation.
Each photograph serves as an impulse for creation. The original image is not reinterpreted but incorporated into a process in which different visual languages begin to coexist. Photography, digital painting, binary code, typography, fragmentation, and references from contemporary visual culture no longer operate independently, but converge to form a new work. The result is not another version of the original photograph, but an original creation that preserves only the trace of its origin.
Each work establishes its own autonomy. The photograph remains as a memory of the creative process, while the constructed image comes to exist as a new visual object, independent of the record from which it emerged.
Throughout the series, recurring visual elements connect different compositions, reinforcing the coherence of the body of work. Together, these works transform individual experiences into an investigation of the image's capacity to move continuously across different visual languages, making the initial impulse only the first movement of a creation that ultimately exists on its own.
Ficha Técnica
Projeto realizado entre março e outubro de 2020.
Total de obras produzidas: 40 artes digitais.
As obras foram desenvolvidas por Alexandre Pontara a partir de estímulos fotográficos produzidos durante o isolamento social pelos artistas:
Alexandre Pontara, Claudia Wer, Lu Anastacio, Gigante Leo, Felipe Romanetti, Luciano Julio, Sheislane Hayalla, Robson Agra, Bel Picosque, Mitzi Evelyn, Gabriel Maximo, Vandré Silveira, Rafael Edler Durand, Karla Dalvi, Eduardo Gerde, Darwin Demarch, Lola Borges, Thiago Facina, Evandro Santo, Ivam Cabral, Soraya Bastos, André Warwar, Pedro Says, Day Mesquita, Herme Santos, Eva Santos e Dandara Oliveira.


























