Uma seleção do percurso
# DESAFIO HITCHCOCK
Roteiro · Alexandre Pontara
Rômulo · Alexandre Pontara
Direção geral · André Warwar
#Desafio Hitchcock acompanha Brenno e Leandro, um jovem casal que decide realizar uma festa no apartamento onde mora, em Moema, durante a pandemia. Entre os convidados está Rômulo, psicanalista forense e escritor de romances policiais, que começa a desconfiar que aquela reunião esconde algo muito mais sombrio. No centro do apartamento, um baú guarda um conteúdo misterioso que ninguém conhece — mas que parece estar ligado à obsessão de Brenno por Hitchcock e aos verdadeiros motivos daquela festa.
2020

A partir da premissa de Rope, de Patrick Hamilton, e da atmosfera de Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock, Alexandre Pontara constrói uma nova história ambientada na São Paulo contemporânea, atravessada pela vida das redes sociais, pelas aparências e pelo universo da elite paulistana. O espetáculo foi realizado inteiramente online, com sete atores transmitindo de suas próprias casas, enquanto a direção realizava os cortes, a montagem, a trilha e os efeitos sonoros ao vivo, criando a ilusão de que todos os personagens estavam reunidos no mesmo espaço.


POÉTICA EM
TRANSE
Concepção e direção artística · Alexandre Pontara
Produção · Studio A.UM.A · Oguata Projetos Culturais · Núcleo TG
Poética em Transe reúne dezesseis poemas de Alexandre Pontara, concebidos como ponto de partida para um processo de criação compartilhada com outros artistas. A partir deles, diferentes linguagens se encontram na construção de dezesseis propostas audiovisuais, aproximando literatura, artes visuais e audiovisual em uma investigação sobre as tensões do nosso tempo e as múltiplas formas de existência em uma sociedade hiperconectada. Questões como aquecimento global, redes sociais, corrupção, diversidade, identidade, solidão e pertencimento atravessam o projeto, que se constrói como um manifesto coletivo sobre o presente e sobre as possibilidades de diálogo entre diferentes formas de expressão artística. Além de conceber e dirigir artisticamente o projeto, Alexandre Pontara grava o manifesto de abertura e interpreta “Compromisso”, um dos poemas transformados em obra audiovisual.
2018 . 2020




FAUSTO ZERO
Adaptação e direção · Alexandre Pontara
Texto · Goethe
Co-direção · Cláudia Cristal e Laura Azulay
Fausto Zero, segunda montagem da Primus Cia de Atores, estreou em 2013 no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro. Primeira parte da Trilogia da Condição Humana, a montagem parte do clássico de Goethe para contar a história de um homem que, desiludido com o mundo, faz um pacto com Mefistófeles em busca de todas as glórias e agonias da existência.
2013

Na adaptação de Alexandre Pontara, Fausto ganha uma versão mais simples e contemporânea, com diálogos aproximados de uma linguagem cotidiana e uma encenação mais concisa. O espetáculo combina teatro, dança aérea contemporânea e elementos do cinema, construindo uma espécie de fábula atravessada pelo expressionismo.
A encenação é povoada por símbolos que transitam entre o sagrado e o profano. Fausto, Mefisto, Wagner e o Estudante aparecem como diferentes manifestações de um mesmo homem, deslocando a narrativa de Goethe para uma investigação sobre suas múltiplas faces.

A CIDADE DAS MARIPOSAS
Texto e direção · Alexandre Pontara
Direção de movimento · Cláudia Cristal e Laura Azulay
A Cidade das Mariposas, primeira montagem da Primus Cia de Atores, estreou em agosto de 2011, no Teatro Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro. Escrita e dirigida por Alexandre Pontara, a peça acompanha os irmãos gêmeos Gilo e Golã em uma jornada em busca de uma cidade feita de luz, onde acreditam encontrar a cura para todas as deformidades.
No caminho, os irmãos encontram uma trupe grotesca de artistas formada por um falso profeta, uma mulher-barbada, uma mulher-criança e um corcunda — personagens que, assim como eles, carregam suas próprias deformidades. A montagem busca suas raízes no surrealismo e no teatro do absurdo, construindo uma narrativa marcada pelo encontro entre o grotesco, o fantástico e a condição humana.
2011 . 2012


OS PRIMEIROS ANOS EM CENA
Antes das diferentes linguagens que hoje atravessam meu trabalho, houve a cena. Estas fotografias guardam fragmentos dos meus primeiros anos como ator, em montagens que fazem parte do início da minha trajetória. São imagens de Geração Trianon, Calígula, Senhora dos Afogados e A Engrenagem, trabalhos que marcaram meus primeiros encontros com o palco.
Mais do que registros de espetáculos, são imagens de um tempo em que o teatro começava a ocupar definitivamente um lugar central na minha vida — e em que o trabalho do ator começava a construir as bases do artista que viria depois.
MEMORABILIA
















































