Uma trajetória entre linguagens
A trajetória de Alexandre Pontara se construiu entre diferentes territórios da criação. Artista visual, dramaturgo, roteirista, ator, diretor, escritor e poeta, Pontara desenvolveu, ao longo de mais de duas décadas, uma prática artística marcada pelo trânsito entre linguagens e pela investigação das formas de expressão de seu tempo.
Sua relação com a arte nasceu no teatro, mas nunca permaneceu restrita ao palco. A escrita, a atuação, a direção, a dramaturgia, a poesia, o audiovisual e a produção cultural foram formando um percurso em que uma linguagem constantemente encontra a outra. Em sua produção, palavra e imagem, narrativa e cena, corpo e tecnologia aparecem menos como campos separados do que como possibilidades distintas de uma mesma investigação criativa.
Antes de dedicar-se integralmente à atividade artística, Pontara construiu uma carreira no universo executivo, depois de graduar-se em Administração de Empresas e especializar-se em Gestão de Negócios Internacionais. Em 1997, uma temporada em New York marcou uma mudança decisiva em seu percurso. A experiência de viver e estudar na cidade aproximou-o ainda mais da escrita e da atuação e deu origem à sua primeira antologia poética, Poemas Mundanos.
De volta ao Brasil, sua formação teatral e sua atuação profissional ampliaram-se em diversas frentes. Como ator, participou de montagens de autores como Albert Camus, Nelson Rodrigues e Oscar Wilde. Como diretor e dramaturgo, criou trabalhos próprios e desenvolveu uma pesquisa voltada à construção da personagem e às possibilidades de diálogo entre o teatro e outras linguagens. A fundação da Primus Cia de Atores aprofundou esse percurso investigativo, que também se desdobrou em oficinas, workshops e processos de preparação de atores.

A dramaturgia e a poesia passaram a ocupar um espaço permanente em sua produção. Espetáculos, textos teatrais, roteiros e antologias poéticas constituem uma produção literária que atravessa diferentes momentos de sua carreira. Paralelamente, sua atuação como crítico teatral e produtor cultural ampliou sua relação com o campo das artes, permitindo-lhe atuar também na concepção, realização e gestão de projetos culturais.
É nesse percurso entre linguagens que as artes visuais ganham, progressivamente, um lugar central. O projeto Entre Quatro Paredes, desenvolvido a partir da experiência do isolamento social, representa um momento importante dessa passagem. A partir de fotografias produzidas durante a pandemia, Pontara desenvolveu uma série de obras digitais que transformava experiências individuais em matéria para uma construção visual própria. O projeto posteriormente ganhou dimensão expositiva na Linha de Cultura do Metrô de São Paulo.
A partir daí, sua pesquisa visual se aprofunda no território da imagem digital e nas estruturas que estão por trás dela. O código, o sistema binário, o pixel, a fragmentação e a sobreposição passam a integrar seu vocabulário artístico, ao mesmo tempo em que a literatura, a poesia, a cultura pop e referências da história da arte continuam alimentando sua produção. Em 2022, esse percurso também se estende à investigação dos NFTs, da Cryptoart e dos ambientes digitais.
Hoje, as artes visuais constituem o principal campo de sua produção. Ainda assim, sua obra não se desvincula das experiências que a antecederam. Teatro, dramaturgia, literatura, poesia, audiovisual e tecnologia permanecem presentes como camadas de uma trajetória que se desenvolveu pela experimentação entre linguagens.
Mais do que uma sucessão de atividades, esse percurso revela uma prática artística construída no deslocamento: da cena para a palavra, da palavra para a imagem, do corpo para a tecnologia e, continuamente, de uma linguagem para outra. É desse lugar de interseção que Alexandre Pontara desenvolve sua produção atual.
TRABALHOS PROFISSIONAIS
#DESAFIOHITCHCOCK — 2020
Direção: André Warwar
Texto: Alexandre Pontara
São Paulo / Rio de Janeiro
Personagem: Rômulo
A CIDADE DAS MARIPOSAS — 2011/2012
Texto e direção: Alexandre Pontara
Primus Cia de Atores — Rio de Janeiro
Personagem: Ará, o Falso Profeta — stand-in
ATOR
CARAS & BOCAS — 2009
Direção: Jorge Fernando
Rede Globo — Rio de Janeiro
Participação: jornalista
COMERCIAL FOLHA BOSSA NOVA 50 ANOS — 2008
Produção: Maria Bonita Filmes
NOSTÁLGICO — 2007
Curta-metragem de Eduardo Mello
Campinas — 2007 — 5 min
Direção e produção: Eduardo Mello
Roteiro: Eduardo Mello e Alexandre Pontara, a partir de texto original de Alexandre Pontara
PRIMEIROS
TRABALHOS
A IMPORTÂNCIA DE SER HONESTO — 2001
De Oscar Wilde
Direção: Carlos Eduardo Carneiro
Teatro Macunaíma — São Paulo
Personagem: Algernon Moncrief
CREUZA E CREMILDA — 2000
Interferência teatral
Direção: Lúcia de Lellis
Teatro Macunaíma — São Paulo
Personagem: Cremilda
A ENGRENAGEM — 2000
De Luís de Assis Monteiro
Direção: Luís de Assis Monteiro
Teatro Macunaíma — São Paulo
Personagens: Velho / Poeta / Político
SENHORA DOS AFOGADOS — 2000
De Nelson Rodrigues
Direção: Lúcia de Lellis
Teatro Macunaíma — São Paulo
Personagem: Noivo
ATOR
CALÍGULA — 1999
De Albert Camus
Direção: Jairo Maciel
Teatro Macunaíma — São Paulo
Personagem: Scipião
PLUFT, O FANTASMINHA — 1999
De Maria Clara Machado
Direção: Edigar Contar
Grupo Persona — Campinas
Personagem: Julião
GERAÇÃO TRIANON — 1998
De Ana Maria Nunes
Direção: Edgar Rizzo
Grupo de Teatro Téspis — Campinas
Personagem: Seu Osvaldo
PEQUENO DICIONÁRIO AMOROSO — 1998
De Sandra Werneck
Direção: Edigar Contar
Grupo de Teatro Téspis — Campinas
DRAMATURGIA
PUBLICADO
A Cidade das Mariposas — 2015
Giostri Editora.
ENCENAÇÕES E LEITURAS DRAMATIZADAS
#DesafioHitchcock — 2020
Rio de Janeiro / São Paulo
O Mastim — 2013
Rio de Janeiro
A Cidade das Mariposas — 2011/2012
Rio de Janeiro / Curitiba
INÉDITOS
Primavera de Bombas — 2025
O Último Fausto — 2025
Man Machine 2.0 — 2019
O Processo Blake — 2015
Entre Irmãos — 2014
Doze Horas para o Fim do Mundo — 2011
ROTEIROS
ESCRITOR
Nossa Nova Velha História — 2017
Argumento de série — Drama / Romance — inédito.
Além da Cidade — 2016
Argumento de série — Terror / Suspense / Realismo Fantástico — inédito.
Doze Horas para o Fim do Mundo — 2014
Roteiro audiovisual — Realismo Fantástico — inédito.
POESIA
Sombras — 2015
Publicada em e-book para Kindle — Amazon.com.
Poesia Urbana — 2015
Publicada em e-book para Kindle — Amazon.com.
Poemas Mundanos — 2015
Publicada em e-book para Kindle — Amazon.com.
DIREÇÃO DE
ESPETÁCULO
A CIDADE DAS MARIPOSAS — 2011/2012
Uma fábula do absurdo
Texto e Direção: Alexandre Pontara
Teatro Maria Clara Machado —
Rio de Janeiro — 2011
Teatro Ziembinsky —
Rio de Janeiro - 2012
Festival de Curitiba — 2012
Teatro Paiol — Curitiba — PR — 2012
FAUSTO ZERO — 2013
Adaptação e Direção: Alexandre Pontara
Teatro Glauce Rocha — Ocupação PAM — Primus Arte Movimento.
DIREÇÃO
ARTÍSTICA
OCUPAÇÃO PAM — 2013
Criação, Concepção e Direção Artística
Primus Arte Movimento
Vencedora do Edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha — 2013
Abril a dezembro de 2013
DIRETOR
EXPOSIÇÕES
LINHA DE CULTURA — Metrô SP - ENTRE QUATRO PAREDES — UMA CONSTRUÇÃO VISUAL A PARTIR DO ISOLAMENTO SOCIAL — 2021
Exposição de 20 trabalhos do projeto Entre Quatro Paredes, produzido em 2020.
SÉRIES E COLEÇÕES
MODERNISM RELOADED SERIES — 2022
Série desenvolvida a partir do Modernismo brasileiro e da linguagem digital.
RED COLLECTION — 2021
Série de efígies contemporâneas.
POP PEOPLE COLLECTION — 2021
Coleção de efígies de personalidades da cultura pop construída a partir da linguagem digital.
LITERATURA REMASTERIZADA COLLECTION — 2021
Coleção de efígies de grandes nomes da literatura.
PROJETOS
ARTES VISUAIS
ENTRE QUATRO PAREDES — UMA CONSTRUÇÃO VISUAL A PARTIR DO ISOLAMENTO SOCIAL — 2020
A partir da experiência do isolamento de amigos e artistas no início da pandemia de COVID-19, Alexandre Pontara desenvolveu uma reflexão visual sobre o impacto da pandemia e do isolamento na vida das pessoas. O projeto totalizou 40 obras digitais.
POÉTICA EM TRANSE — 2018–2020
Projeto poético e audiovisual que, através da poesia de Alexandre Pontara, propõe uma leitura sobre o mundo contemporâneo.
BARRAMENTOS PARALELOS E BINÁRIOS — 2020–2022
Série dedicada à investigação das estruturas invisíveis que sustentam a imagem digital.
POESIA EM TELA — 2019
Série de telas em que a poesia ocupa o centro da construção visual.
SUNFLOWERS COLLECTION — desde 2019
Coleção que marca o início da pesquisa visual desenvolvida por Alexandre Pontara e da linguagem do Studio A.U.M.A.
POÉTICA EM TRANSE — 2018–2020
Produção, direção e edição do manifesto transmedia que reuniu artistas de diferentes áreas.
FICA.VC — 2017
Produção e realização da primeira edição do Festival Internacional Criativo Audiovisual.
STUDIO PRIMUS — 2013
Idealização e produção de programa de entrevistas realizado durante a Ocupação PAM, apresentado por Amir Haddad, em oito edições.
A CIDADE DAS MARIPOSAS — 2011–2012
Produção e assessoria de imprensa do espetáculo.
PROJETOS CULTURAIS — 2007–2017
Desenvolvimento, produção e captação de recursos para projetos culturais.
